A sensação de não ter fechado um ciclo me incomodou por todo este tempo, razão por ainda não ter postado mais nada aqui enquanto não conseguisse finalizar os posts de Londres, Atenas e Santorini. Eles estão no rascunho do blog desde o ano passado e por perfeccionismo, falta de inspiração e até mesmo preguiça (prq não?) não consegui finalizá-los. E hoje eles já não fazem mais sentido.
Enquanto isso muita coisa aconteceu. Considerando somente coisas relacionadas a viagens e turismo, consegui meu visto de turista pros EUA (êÊê), fiz planos para conhecer New York, depois cancelei por conta da alta do dólar e férias canceladas no trabalho. Comecei a fazer planos radicais de ir estudar no Canadá, tornei a adiar por conta de "n" fatores. Enfim, agora tento saciar minha sede por "cair na estrada" nos feriados prolongados deste ano aqui mesmo no Brasil. Aliás, Manaus me aguarda no feriado de Corpus Christi. ;)
Mas só pra não deixar uma história sem fim e aproveitar o momento nostálgico do aniversário de 1 ano desta trip, vou deixar algumas das fotos dos 3 destinos faltantes desta saga que foi contada com tantos detalhes por aqui . Apreciem com moderação. :)
Antes de falar sobre Amsterdã, uma dica útil para quem pretende sair de Paris para Amsterdã de trem. Quando eu estava montando o roteiro da viagem e comprando os bilhetes de trem e avião, fiquei inconformado com os valores dos bilhetes entre Paris e Amsterdã. O melhor preço que consegui foi de trem e beirava os 120 euros. A partir de uma dica particular do blogueiro e turista profissional Ricardo Freire, quebrei a viagem no meio e consegui o trecho todo por 60 euros. Qual a mágica? Fomos de Paris para Bruxelas de Thalys e de lá pegamos outro trem de Bruxelas para Amsterdã da cia Corail, na mesma estação. Ambos os tíquetes adquiridos antecipadamente pelo site da SNCF e retirados em Paris em um dos vários quiosques de atendimento automático espalhados pela cidade. O site é em francês e a compra rolou com o apoio do Google Translator e de muita delicadeza cirúrgica. =)
Daí vcs podem pensar: "Pô, legal que vcs conheceram Bruxelas!" Sim, conhecemos a estação Brussels Midi. Ficamos 2hrs parados lá dentro. O frio estava tamanho que não animamos a colocar o nariz para fora da estação. Sem contar que a cidade estava coberta por neblina.
Pois bem, comecemos a falar da capital da put.. ops, Amsterdã. =)
Ficamos hospedados no Bobs Hostel. Aliás, quero deixar registrado aqui: "Ô lugar feio!" Se o de Paris foi o melhor que eu já fiquei hospedado até hoje, este de Amsterdã foi o pioooorrrr de toda a minha vida. Eu nunca vi algo tão xexelento como este. Por mais que tivessem me alertado sobre o padrão de qualidade de todos eles na cidade, eu nunca imaginei que fosse tanto. A recepção é em um porão, vc desce umas escadinhas e de cara encontra um lobby onde a marijuana rola solta. Os cidadões que te atende na recepção parecem que vieram direto dos acampamentos do Woodstock. O acesso aos quartos é feito através de escadas muito íngremes, o que dificulta muito subir arrastando malas. Ficamos em um quarto com 10 pessoas, sendo que 2 delas dormiam em colchões colocados sobre uma bancada de cimento. Os demais em beliches que balançavam assustadoramente. Sem contar que vc era obrigado a sair do quarto no máximo até as 10:30 da manhã. Enfim, não volto e não recomendo!
Praça Dam - Amsterdã
Nosso tempo em Amsterdã foi curto: 12hrs do dia 06 de junho as 19hrs do dia 07. Logo, tudo teria q ser feito rapidamente e de forma otimizada. Lembram do passeio que fizemos de bike por Paris do post anterior, né? Pois bem, chegamos detonados por lá e nem queríamos cogitar na hipótese de alugar uma. Nunca vi tanta bicicleta por metro quadrado em toda a minha vida. A coisa é cabulosa! Dizem que 26% do transporte na cidade é feito com elas. Se as grandes cidades sofrem com a quantidade de carros nas ruas, imagino que Amsterdã sofra com as bicicletas. É difícil encontrar árvores e grades disponíveis para amarrar e estacionar as magrelas. =)
Proibido Estacionar. Sujeito a corte da tranca. =)
Enfim, fugimos de todas as recomendações e fizemos o nosso tour por Amsterdã a pé mesmo. De posse de um mapa comprado no centro de informações turísticas por 2 euros (absurdo!) , saímos andando com uma dificuldade imensa de associar os nomes das ruas em holandês. Tínhamos que ficar decorando a seqüência de consoantes e ir comparando com as placas. Até então eu achava que só o alemão era uma língua ordidária. Mas batendo cabeça e as pernas chegamos a um dos destinos, a Casa de Anne Frank. Pra quem não recorda, Anne Frank é a autora de um diário que virou um best seller mundial, o Diário de Anne Frank, sendo traduzido para várias línguas e até transformado em filme. O diário conta a vida e o dia-a-dia dela e de sua família judia escondidos em um "universo paralelo" de uma casa em Amsterdã na ocupação nazista da Holanda durante a Segunda Guerra Mundial. E a casa é essa que visitamos e que virou museu.
A visita, pelo contexto histórico, vale muito a pena. Ainda mais se vc já tiver lido o livro - o que não era o meu caso. Custa 7,50 euros e é feita em grupos com poucas pessoas, por isso há uma fila considerável de espera do lado de fora.
Visitamos também o Museu do Van Gogh. 10 euros e "no student discounts", sem choro! Fiquei frustrado, já que imaginei encontrar muitas obras dele pra justificar um museu daquele tamanho. Creio que seria mais prático colocar todas as obras dele no Louvre. Masss, nem de arte eu entendo pra ficar dando pitaco! hehehe. Enfim, se vc gosta do trabalho do Vicent van Gogh, aprecia arte e tem 10 euros sobrando, vale a pena! =)
Para o primeiro dia, já estava de bom tamanho. Voltamos pro hostel e procuramos descansar. Não sem antes ter que tomar um relaxante muscular. A essa altura já somavam 15 dias de bate-perna pela Europa, e o cansaço já era bem evidente no nosso semblante.
No dia seguinte fizemos o checkout do hostel xexelento, tomamos café da manhã e fomos deixar as malas no locker da estação central, de onde pegaríamos o trem para o Aeroporto Schiphol e de lá um vôo para Londres.
O locker da estação central de Amsterdã é todo "self-service", vc chega a um totem de auto-atendimento, enfia seu cartão de crédito (7 euros) e ele emite um bilhete com um código de barras e a numeração do seu armário. A numeração é como nos joguinhos de batalha naval, linha X e coluna Y. O nosso bilhete dizia algo como "1-2" e o Quint logo foi dizendo e apontando: "É este aqui!". Eu olhei e apesar de não concordar que seria aquele armário, aceitei até mesmo prq não tinha entendido até então a lógica da parada. Sem contar que o armário estava com a porta aberta, ou seja, tinha tudo pra ser ele mesmo.
Bagagens guardadas e bem seguras, e lá fomos nós de volta as ruas de Amsterdã. O nosso objetivo era conhecer no mínimo o Red Light District e o Mercado das Flores. Já não tínhamos mais saco pra ficar olhando pro mapa cheio de ruas com nomes que mais pareciam siglas gigantes, então saímos andando sem rumo, pra onde o nariz apontasse.
Batemos no Red Light District, famoso bairro da "indústria do sexo" da cidade onde a prostituição é uma atividade legal. Era manhã, e a maioria das moças estavam descansando, poucas se exibiam em suas vitrines, mas foi o suficiente para ficarmos animadíssimos! A cada corredor era uma surpresa. Dizem que há muitas brasileiras por lá, mas a maioria que vimos deviam ser européias mesmo, loiras e de olhos azuis.
Não atrevemos a apontar a câmera para tirar fotos, dizem que elas não gostam e havia várias placas dizendo sobre a proibição. Preferi não contrariá-las. Mas colhi umas fotos pela Internet (thank's Google Images) para vcs terem uma noção melhor do que é este lugar:
Um dos vários corredores cheios de vitrine de um lado e outro.
As moças em exposição. Quem vai querer? Promoção! =) Se fechar negócio com qualquer uma delas, vc entra no quartinho, cortinas da vitrine são fechadas e a prestação do serviço ocorre ali dentro mesmo. Terminado, agradecem a preferência e lhe desejam um bom dia! =)
Da putaria fomos para o Mercado das Flores. Como já não era mais época das tulipas nos campos (abril, início de maio) recebemos a informação de que em junho só encontraríamos no mercado. E só foi lá mesmo que as vimos. São muito bonitas e realmente no campo devem ficar ainda mais.
E não só de flores vive este mercado. Vc tb pode encontrar os produtos da marijuana, em todos os formatos. Seja em forma de biscoitos, gomas de mascar, barras de cereais, balas, pirulitos... e mais uma infinidade de produtos, ou até mesmo in natura:
Uma lata é 3,50 euros e 3 por 10! =)
Compramos alguns souvenirs e fomos almoçar. O Quint só queria saber de Mc Donalds, e eu já queria experimentar tudo o que fosse atípico pra mim e típico no país, e eis que preferi comer essa batata lambuzada de muita maionese e sal. A combinação parece estranha, mas é muito popular em Amsterdã.
Já era hora de pegarmos o beco pro aeroporto, e fomos para a estação. Mas antes, teríamos que retirar as malas no locker. Como eu disse anteriormente, o processo é todo automatizado, chegamos com o tíquete com o código de barras e mostramos para o leitor, como um passe de mágica a porta do armário abre, mas do armário ERRADO! Putz, bateu o desespero! Eu comecei a culpar o Quint pela interpretação errada do código de linhas e colunas, que na verdade deviam ser colunas e linhas, já que abriu o armário "2-1" e não "1-2" como imaginávamos. "E agora, o que fazer? E se alguém tiver levado nossas malas?". Fomos em busca de ajuda com o tiozinho que tomava conta da parada. O Quint: "Vai vc .. Eu não sei falar.." Sobrou pra mim, e já fui formulando a frase na cabeça pra dizer: "Hey.. Weee puuut ourrr luggaageee in a wrooong looocker, pleeease heeelp uss?". Leiam isso tentando imaginar um cidadão falando devagarzinho e espaçado na tentativa de fazer um senhor holandês entender o seu problema. =) O tiozinho pegou o tíquete e começou a rir e dizer: "two one! No one two.. hahahaha". Pensei: Que simpatia! Está rindo! É sinal que vai nos ajudar. Claro, se alguém já não tiver levado as malas. Mas eis que ele fuça daqui e dali, arromba uma coisa e outra e a porta abre! Que surpresa boa, as malas estavam lá! :) Só alegria!
Dali pra frente, a preocupação já era outra, encarar a tão temida imigração do Reino Unido na chegada em Londres. Mas isso é assunto para o próximo post! =)
Ah, ainda tem o vídeo do Quint, o último que ele fez.
O nosso segundo dia útil na Cidade Luz foi marcado por duras pedaladas. No dia anterior eu havia combinado com a Flávia, uma amiga de Goiânia que mora e estuda em Paris, de nos encontrar e dar um rolé pela cidade para visitar outros pontos que ainda não tínhamos conhecido. No telefone ela já adiantou que íamos conhecer o sistema público de locações de bicicletas. Nada mal! Turista sempre topa tudo, já perceberam? E no dia seguinte encontramos com ela na estação Concorde do metrô e lá fomos nós pegarmos as nossas magrelas. O sistema de locação de bikes da Prefeitura de Paris a primeira vista é complicado, ainda mais qdo as instruções estão todas em francês, mas nada que alguns cartões de crédito sendo recusados a todo instante, forçando vc a refazer todo o procedimento, não faça vc aprender. A cada 300 metros vc topa com uma estação e nessas estações há, além das magrelas, um totem automático de atendimento. Para os turistas é solicitado uma caução de 150 euros como garantia de que vc não vá sumir com a bicicleta ou largá-la em qualquer lugar. E essa caução é feita com o cartão de crédito. E não é nada incomum os cartões brasileiros não passarem nessas maquininhas. No nosso caso, o meu foi o único que passou e por isso fui eleito - por livre e espontânea pressão - a ter 450 euros presos do limite até a devolução. =)
O custo dessa locação é de 1 euro por dia, desde que vc pare a cada 20 minutos em uma das estações e faça uma espécie de "check-out/check-in". Caso contrário eles vão cobrando 1 euro a cada fração de 20 minutos. Já pra quem é residente, existe um passe anual que sai por 29 euros, porém com a mesma condição de a cada 20 minutos ter que pedir "a benção" em uma estação.
Eu já tinha feito um passeio de bike por Buenos Aires e ficado impressionado com o fato das bicicletas transitarem tranqüilamente no trânsito movimentado e ainda serem respeitadas. Em Paris é ainda mais civilizado, já que há ciclovias e quando não há, é liberado o trânsito pelas faixas exclusivas para ônibus. Porém, o ciclista tem que respeitar pra ser respeitado. É obrigatório parar em todos os sinais vermelhos, respeitar as faixas de pedestres e não andar pelas calçadas.
Já postei um vídeo do nosso tour de bicicleta. Para quem não viu ainda, está neste post.
E de "vélo" fomos a Basílica de Sacré-Coeur. É claro que não subimos aquele morrão com elas, deixamos em uma estação no "pé da serra" e seguimos a pé. A vista da cidade lá de cima é impressionante e lembra muito o que era mostrado no filme de Amélie Poulain. Vejam a foto panorâmica que eu fiz com a ajuda do Panorama Maker:
E abaixo somos nós na "Sacrecré". Essa foi a última foto que tiramos, antes que eu esquecesse a câmera do Quint em uma loja de souvenirs no alto do morro e ter que voltar morro acima, me borrando de medo, de terem roubado ou de não estar lá. Mas para o meu alívio, estava em um lugar de gente civilizada que achou a câmera e guardou esperando que alguém voltasse. =)
Depois do susto, fomos conhecer o bar da Amélie Poulain (Café des Deux Moulins). Quem assistiu o filme deve lembrar bem dele. Sentamos com a intenção de pedir ao menos um café (de 4 a 5 euros) e tirar algumas fotos. As fotos foram tiradas e nada de alguém vir nos atender. Ao fundo dá até pra ver dois garçons papeando. Aproveitamos e saímos à francesa! =)
Pegamos novamente as "vélos" e fomos para um dos vários restaurantes universitários de Paris que a Flávia nos levou com promessa de comida boa pela bagatela de 2,80 euros. E não é que era verdade? Comemos muito bem! E foi o primeiro lugar na Europa que encontrei coca-cola por 1 euro. Nadamos de braçada! =)
Depois disso fomos para os Jardins do Luxemburgo e ficamos por lá "calangando". O lugar é muito bonito, tranqüilo e transmite um paz fora do normal. Reduto de estudantes, famílias, pessoas colocando suas leituras em dia e turistas como nós.
O cansaço já batia forte e tudo que queríamos era voltar pro Albergue e descansar. Mas tínhamos acertado com a Flávia de encontrá-la novamente no final da tarde na Catedral de Saint Michel. De lá pegamos novamente as bicicletas, a contragosto, já que todos estávamos cansadíssimos, e fomos dar o rolé final pela cidade, passando pelas ruas estreitas do bairro de Marais até parar em um bar cubano no bairro de Bastille. E assim terminou a nossa estada por Paris, bebendo e sentado em uma mesa de bar.
No dia seguinte, eu e Quint acordamos cedo, despedimos do Cléber e rumamos para a estação Gare du Nord para pegarmos o trem para Amsterdã. Cléber ficou em Paris e no dia seguinte rumou para o interior da França onde encontraria com uma amiga.
Valeu demais esses três dias em Paris. Aliás, algo que não disse ainda: "Ô povo bonito!" As mulheres são lindas e elegantes até no metrô. Impressionante! Adorei a cidade e a incluo, tranquilamente e novamente, em um próximo tour pela Europa. Só que com maior disponibilidade de tempo.
Já cheguei há alguns dias mas o meu objetivo é de terminar de contar tudo por aqui, não vou abandonar a saga sem um fim. Ainda tenho muita história pra contar e fotos pra mostrar. E registrar tudo vai ser um exercício para a memória.
E pra minha surpresa descobri que tem muito mais gente do que eu imaginava acompanhando tudo por aqui.. à surdina, claro! =)
Logo, pra quem gostava de acompanhar durante a viagem, continue acompanhando. .
Antes de falar sobre a nossa estada em Paris, vale a pena contar a experiência de voar pela primeira vez em uma cia aérea low-cost. Em Pisa embarcamos em um vôo da Ryanair. O bilhete custou no total 40 euros, incluindo as taxas adicionais de check-in feito no aeroporto e de despacho de bagagem (de até 20kg). Não há assentos marcados e se vc não pagou pelo embarque prioritário (5 euros), qdo liberam o embarque é um verdadeiro samba do criolo doido. Todo mundo correndo para pegar as melhores poltronas ou simplesmente tentar viajar ao lado de seus companheiros de viagem. Corremos e conseguimos embarcar os três, eu, Quint e Cléber ao lado um do outro. Minha irmã disse que isso foi um feito, pois ela nunca conseguiu viajar ao lado de seus amigos em vôos pela Ryanair.
O espaço entre as fileiras é reduzidíssimo e as poltronas não reclinam. Daí dá pra ter uma idéia do quão confortável são esses aviões para os compridões. Serviço de bordo? Sim! Pegue o cardápio e escolha que logo as aeromoças (bem feias por sinal) vão passar servindo, mas não esqueça de atentar bem aos preços em libras e euros. Tudo é cobrado. A barrinha de cereal da Gol é luxo! Olhei pro cardápio e vi uma latinha de Pepsi por 1,80 euros. Pedi pra molhar a garganta, e eis que me veio uma latinha de 150ml, sim centro e cinqüenta, menor que uma Pitchula por quase 5 reais. Sem contar que o avião parece uma feira, é aeromoça passando pra lá e pra cá vendendo de tudo, de bilhetes de loteria a perfumes importados. Bizaaarro!
Mas enfim, o que importa é que 1hr30min depois pousamos em Paris, aliás, em Beuavais, cidadezinha ao norte da França, distante 65km de Paris. É nela que fica o aeroporto usado pelas cias low-cost. Antecipadamente, pela Internet e por 18 euros, compramos um translado que nos levaria até o Arco do Triunfo, e ao desembarcar já estava lá um típico francês com uma plaquinha e nossos nomes, como eu já havia previsto. =) Mas se preferir, há ônibus que fazem o mesmo serviço por 13 euros, contratados no próprio aeroporto.
Catedral de Notre-Dame
Enfim, do Arco do Triunfo pegamos um metrô e fomos parar no hostel onde havíamos feito reservas. Aliás, este hostel merece comentários. O melhor que eu já me hospedei até então, para um hostel, ele é 5 estrelas. Recomendo fortemente. Moderno, confortável e de ambiente agradabilíssimo. O nome dele é Christopher Inns. Quando chegamos pensamos que estávamos no lugar errado, prq o check-in é dentro de um café-pub animadíssimo - com desconto para hóspedes. Neste mesmo pub pela manhã é servido o café-da-manhã. A única desvantagem é que fica um pouco afastado dos pontos turísticos de Paris, mas tem uma estação de metrô a 100mts - a Crimé - e com 30 minutos de viagem vc chega nos principais pontos turísticos.
Os mochileiros no Arc de Triomphe
E foi de metrô que andamos no primeiro dia. Por mais que digam que fizemos a pior escolha para quem quer fazer turismo, mas foi a forma mais intuitiva e rápida, levando em consideração nosso curto tempo e a distância de onde estávamos hospedados. E com o mapa na mão qualquer um roda a cidade numa boa, sem bater cabeça. Adquirimos bilhetes de viagens ilimitadas durante o dia, que custou por volta de 5 euros - viagem individual 1,50 euros - e rodamos o dia todo.
A Torre Eiffel vista do Trocadero
Bom, nesse primeiro dia visitamos a Catedral de Notre Dame, o Louvre, a Champs Elysées, o Arco do Triunfo, o Trocadero e a Torre Eifell, tudo em um dia só, nessa ordem. Depois da Torre, pegamos um Batobus até o Louvre novamente, uma viagem que custou 8 euros (com carteirinha de estudante – 12 euros inteira) e demorou 1hr10min. Que viagenzinha chata! No início é legal prq vc vai conhecendo o Rio Sena e alguns pontos turísticos ao longo do rio, mas depois de 20 minutos vc já fica agoniado, é muito lerdo! Voltamos ao Louvre prq deixamos para visitá-lo a noite, menos tumultuado e mais barato, 6 euros após as 18hrs (9 euros tarifa normal)
Pirâmide externa do Musée du Louvre
Como o Louvre é gigante e chegamos faltando 1hr para o fechamento do museu (maldito batobus!), pegamos o mapinha e fomos direto nas principais obras. O Quint era o nosso GPS, com o mapa na mão ela ia nos guiando, vira aqui, vira ali, sobe acolá.. e chegamos até a Monalisa. De longe, a obra mais visitada. Mesmo a noite, estava cheio de turistas querendo vê-la de perto ou tirar uma simples foto. E nós não deixamos por menos! Depois de "La Gioconda", fomos em busca da Venus de Milo.
Ah essa altura os seguranças do museu já estavam botando nego pra fora, já eram 21:30hrs e o museu estava fechando. De lá fomos a pé novamente até a Torre Eiffel, pois queríamos vê-la a noite. Mas que noite? Já eram 22hrs e nada de noite:
Os ponteiros é hora do Brasil e o digital é de Paris - 22hrs. Dia ainda claro
Caminhamos, caminhamos e caminhamos em meio aos jardins de Paris até a Torre Eiffel. Até chegar lá - 1 hr de caminhada - já era noite e o espetáculo da torre iluminada estava feito:
Depois disso, como dizia o Quint, voltamos para "casa" para descansar e repor energias para o dia seguinte.
Bom, esse post ficou gigante e o resto merece ser contado em outro. Fiquem com o vídeo do Quint:
Estou longe de ser considerado um beatlemaníaco, mas vou adiar mais uma vez o post sobre Paris só para contar a minha visita a Beatles Store em Londres hoje a tarde.
Diferente do Quintiliano, tenho contido minhas tentações de consumo durante toda a viagem. Além de converter tudo em reais, penso duas, três, quatro, cinco vezes pra ter certeza que eu realmente "quero" aquilo.
E hoje liberei o bixinho consumista que habita dentro de mim e "fiz a feira" em souvenirs dos Beatles.
A loja é fantástica! Não é a única do gênero aqui em Londres, mas essa tem todo e qualquer tipo de "beatle-artefato" do quarteto de Liverpool: camisetas, posters, chaveiros, relógios, canetas, brinquedos, canecas, enfim.. uma infinidade de coisas. Sem contar com as raridades vendidas a peso de ouro como vinis originais de vários dos álbuns.
Só sei que eu parecia "pinto no lixo" e pela tamanha empolgação acho que até comprei pouca coisa. E nada disso é presente, com exceção dos postais! Quem quiser recebê-los, já sabe.. mail-me! ;)
A loja fica na Baker Street, 231. Ao lado de uma outra store do Elvis e do Museu do Sherlock Homes. Mas eles também vendem pela web neste site aqui.
No mais, é isso! O próximo post prometo que será sobre Paris ;)
Acabamos de chegar da Grécia, depois de 4 dias de muito sol, praia e mar em Santorini. Em breve, seguindo a ordem cronológica do roteiro, falarei tudo por aqui.
Masss... nosso próximo destino seria Marrakesh, no Marrocos. Mas acabamos de desistir por alguns fatores, eis os principais: o dinheiro já está acabando (gastar em euro e libra é fodz!), péssimas recomendações do país (esse post de outros mochileiros foi fundamental para essa decisão) e o cansaço que bateu forte!
Pelo menos uma coisa boa nessa mudança toda: mais dias em Londres! ;) ihuuu